Mostra de bordado em cartaz no Sesc Casa Verde apresenta mais de 40 itens desenvolvidos ao longo de 2025 no Ateliê Aberto de Bordado

O que esperar da mostra de bordado

A mostra de bordado intitulada “Quem conta um ponto?” que ocorre no Sesc Casa Verde promete ser uma experiência enriquecedora para todos os visitantes. Esta exibição foi concebida a partir de um Ateliê Aberto de Bordado, onde pessoas da comunidade tiveram a oportunidade de aprender e compartilhar suas habilidades em bordado ao longo de 2025. Ao visitar a mostra, os participantes poderão explorar mais de 40 itens artesanais, todos desenvolvidos sob a orientação de artistas locais.

Os visitantes podem esperar um ambiente repleto de criatividade, onde cada peça exposta narra uma história única. A mostra não se resume apenas a um simples evento de arte; ela é uma celebração da habilidade e da interação entre os membros da comunidade. Além disso, a entrada é gratuita, o que torna essa experiência acessível a todos.

As obras apresentadas incluem bordados que vão desde técnicas tradicionais até criações contemporâneas, refletindo a diversidade de estilos entre os artistas. Esse aspecto é especialmente importante, pois o bordado não é apenas uma técnica de costura, mas uma forma de expressão que comunica histórias e experiências da vida cotidiana. O evento está programado para ficar em cartaz de 20 de dezembro de 2025 a 1º de fevereiro de 2026, permitindo um período amplo para que todos possam visitar e apreciar os trabalhos.

Participação de artistas locais

A participação de artistas locais é um dos grandes destaques da mostra “Quem conta um ponto?”. O envolvimento de 30 artistas na produção dos bordados cria um elo profundo entre a arte e a comunidade. Essa conexão é fundamental, pois o bordado é uma prática que muitas vezes está enraizada na cultura local. Os artistas envolvidos no ateliê trouxeram suas próprias experiências e vivências para suas obras, tornando cada peça uma reflexão da identidade e da história da sua comunidade.

Os artistas locais, como Miriam Fukai e Veroca, empregaram técnicas pessoais que fazem parte de suas trajetórias, mas também foram influenciados pelo intercâmbio cultural que ocorreu ao longo do ano. O aspecto colaborativo do ateliê permitiu que os participantes aprendessem uns com os outros, ampliando suas habilidades e criatividades através de uma rede de apoio mútuo.

Esse trabalho conjunto resultou em uma variedade de obras que variam em estilo, cor e técnica, criando uma galeria vibrante que atrai o público. Cada artista se destacou ao infundir suas próprias narrativas em suas peças, enriquecendo a mostra com uma diversidade que é tanto visual quanto emocional. Essa pluralidade é essencial para o fortalecimento da cultura local, pois o bordado, como uma prática artística, preserva e promove as tradições e as histórias da comunidade.

A importância do Ateliê Aberto de Bordado

O Ateliê Aberto de Bordado, realizado ao longo de 2025, foi um espaço fundamental para a formação de laços comunitários e a valorização da arte têxtil. Este ateliê não se limitou apenas ao aprendizado de técnicas, mas proporcionou um ambiente onde a troca de ideias e experiências fluía naturalmente. Ao longo das sessões, os participantes puderam experimentar e desenvolver suas habilidades bordando e utilizando diferentes materiais.

Essas atividades práticas são essenciais, pois o bordado vai além de uma habilidade técnica. Ele atua como um meio de comunicação, onde cada ponto conta uma história ou expressa um sentimento. O ateliê ofereceu uma plataforma para que as vozes dos bordadores fossem ouvidas, permitindo que suas histórias e memórias fossem compartilhadas através de suas obras. Ao promover esse espaço colaborativo, o Sesc Casa Verde estimulou não apenas a criatividade, mas também a sensação de pertencimento entre os participantes.

Além disso, o ateliê incentivou a inclusão e a acessibilidade, permitindo que pessoas de diversas idades e origens se unissem para aprender e colaborar. As aulas de história da arte contemporânea, também oferecidas, proporcionaram uma base teórica que complementou as habilidades práticas, permitindo que os participantes desenvolvessem uma compreensão mais ampla do contexto artístico em que estavam inseridos.

Histórias por trás das obras

Cada peça exposta na mostra “Quem conta um ponto?” é mais do que um simples trabalho de bordado; é um testemunho das histórias pessoais e das experiências coletivas dos artistas que as criaram. O bordado é frequentemente móvel para a memória e, nas mãos dos membros da comunidade, essas obras tornam-se cápsulas de história. Por exemplo, a obra de Veroca, que resgata um calendário de 1976 e 1977, demonstra como o bordado transcende o tempo e se transforma em uma narrativa viva, conectando o passado ao presente.

As histórias que cercam as obras expostas dizem respeito não somente aos indivíduos que bordaram, mas também à sua interação com o espaço e com os outros. Cada linha, cada ponto, carrega consigo as risadas, as dúvidas e os desafios enfrentados durante o processo criativo. Essa dimensão emocional é o que torna a mostra tão especial e comovente. Por meio do bordado, os artistas exploram as suas raízes, suas identidades e suas histórias familiares, utilizando a arte como um veículo para expressar suas experiências de vida.

As narrativas apresentadas no Sesc Casa Verde não apenas refletem as experiências individuais, mas também promovem uma sensação de coletividade. A troca de saberes durante o ateliê incentivou os participantes a se ouvirem e se apoiarem em suas jornadas artísticas, resultando em um forte senso de comunidade. Assim, as obras se tornam um símbolo de resistência e conexão, formando uma rica tapeçaria social que reflete a vida no bairro.

Técnicas de bordado exibidas

A mostra “Quem conta um ponto?” evidencia uma rica gama de técnicas de bordado, mostrando a diversidade de estilos que foram explorados pelos participantes do ateliê. Desde o bordado tradicional até abordagens mais contemporâneas, os visitantes podem se surpreender com o que o trabalho manual é capaz de criar. Isso inclui bordados em ponto cruz, ponto reto, e técnicas de bordado livre, entre outras.

O uso de materiais variados também é uma característica marcante na exposição. Os artistas experimentaram com diferentes texturas, cores e técnicas, desafiando as normas do bordado convencional. As criações não seguem apenas a linha do que é esperado, mas muitas vezes quebram barreiras e trazem inovação para a arte tradicional.



Por exemplo, alguns bordados incorporam elementos tridimensionais, que oferecem um dinamismo visual impressionante. As técnicas de resgate de padrões históricos, combinadas com um toque contemporâneo, são evidentes em várias das obras. Além disso, muitos artistas optaram por incluir materiais não convencionais, como papel e plástico, ampliando ainda mais as possibilidades criativas. Essa diversidade de técnicas e materiais não só mostra a habilidade dos artistas, mas também celebra o potencial do bordado como uma forma de arte que continua a evoluir.

Datas e horários da visitação

A mostra “Quem conta um ponto?” pode ser visitada no Sesc Casa Verde a partir do dia 20 de dezembro de 2025. Os horários de visitação foram estruturados para que o máximo de pessoas possa participar e apreciar as obras. A exibição estará aberta de terça a sexta-feira das 10h às 19h, e sábados, domingos e feriados das 10h às 18h. É importante ressaltar que a entrada é gratuita e não é necessária a reserva de ingressos.

Esse formato aberto visa facilitar o acesso ao maior número possível de pessoas, alinhando-se à missão do Sesc em democratizar o acesso à cultura e às artes. A possibilidade de visitar a mostra em diferentes dias e horários permite que todos possam encontrar um momento que se encaixe em suas rotinas, convidando a comunidade a experimentar a diversidade cultural que a exposição tem a oferecer.

A equipe do Sesc Casa Verde também está preparada para atender os visitantes, proporcionando informações sobre as obras e os artistas, garantindo uma experiência enriquecedora e informativa a todos que se dedicarem a explorar a mostra.

Acessibilidade na mostra

A acessibilidade é um aspecto fundamental da mostra “Quem conta um ponto?”. O Sesc Casa Verde é comprometido em garantir que todos tenham a oportunidade de vivenciar a arte e a cultura, independentemente de suas limitações físicas ou sensoriais. A estrutura do espaço foi planejada para atender a acessibilidade, com entradas e saídas que permitem o fácil acesso para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.

Além disso, durante o evento, materiais audiovisuais e táteis poderão estar disponíveis, permitindo que pessoas com deficiência visual possam também aproveitar os conteúdos expostos. Há a expectativa de que, ao longo da mostra, sejam oferecidas visitas guiadas que abordem as obras e suas histórias, garantindo que todos tenham a chance de se conectar com o que está sendo apresentado.

O espírito inclusivo desta mostra reflete a filosofia do Sesc de que a cultura deve estar ao alcance de todos, sem exceções. A promoção de uma experiência acessível não apenas enriquece o evento, mas também reafirma a importância da inclusão no campo artístico e educativo.

Reflexões sobre a prática do bordado

O bordado, muitas vezes visto como uma arte apenas feminina ou tradicional, ganha novas dimensões através da mostra “Quem conta um ponto?”. A prática do bordado é uma excelente forma de introspecção, além de estimular a criatividade e a paciência. A cada ponto, o bordador não apenas se concentra na técnica, mas também na expressão de suas emoções e experiências.

Os encontros semanais do Ateliê Aberto possibilitaram que as pessoas pudessem redescobrir a alegria de criar com as mãos. Muitos participantes relataram que o bordado se tornou uma forma de terapia, um momento de fuga e um espaço seguro onde podiam compartilhar suas experiências e reflexões. Essa prática cria um vínculo entre os artistas e seus trabalhos, uma forma de se conectar com suas histórias pessoais enquanto criam arte.

Refletir sobre o processo de bordar é, portanto, essencial. Além de ser uma forma de expressão artística, o bordado também promove um diálogo quieto e significativo entre o criador e a obra. Essa interação íntima e pessoal resulta em peças que não são apenas produtos, mas verdadeiros testemunhos da vida e da cultura de cada um que participa dessa prática. A reflexão sobre como o bordado liga pessoas a histórias e experiências é um dos aspectos mais valiosos que a mostra traz à tona.

Intercâmbio cultural e comunitário

A mostra “Quem conta um ponto?” representa um importante intercâmbio cultural e comunitário. Os encontros realizados no Ateliê Aberto de Bordado foram, em sua essência, um espaço para aprender, ensinar e compartilhar. Artistas e participantes se uniram para trocar saberes e experiências, enriquecendo a prática do bordado com diferentes enfoques e tradições.

Esse intercâmbio não se limita apenas ao ato de bordar, mas abrange um aprendizado sobre as histórias e culturas uns dos outros. Essa modalidade de ensino e aprendizado, onde todos são tanto alunos quanto professores, cria uma conexão profunda entre os participantes, proporcionando um senso de comunidade e pertencimento.

Através do bordado, os participantes dobram não apenas o tecido, mas também as fronteiras entre si, promovendo um diálogo aberto e inclusivo. Este aspecto da prática testemunha a importância do compartilhamento de conhecimentos e da construção de uma cultura comum, onde todos têm um papel ativo na cocriação de um espaço artístico enriquecido.

Como o bordado conecta histórias e memórias

O bordado é uma forma poderosa de conectar histórias e memórias, especialmente na mostra “Quem conta um ponto?”. Cada peça exposta traz a intenção e a vontade de contar uma história, seja sobre a vida cotidiana, tradições familiares ou memórias passadas. O próprio ato de bordar – a repetição dos pontos, a escolha das cores – é uma prática reflexiva que muitas vezes resgata memórias emocionais e experiências significativas.

As obras são um lembrete do valor das tradições e do seu lugar nas narrativas contemporâneas. Em um mundo onde a digitalização avança rapidamente, o bordado se apresenta como um vínculo com o passado, uma forma de reimaginar e reinventar memórias. As histórias de cada bordadeira se entrelaçam, criando uma rica tapeçaria que não apenas celebra o individual, mas também a coletividade.

Em suma, “Quem conta um ponto?” revela a habilidade do bordado como um meio de contar histórias e preservar a cultura, transmitindo a importância do fazer manual e das conexões humanas. As memórias que emergem de cada peça são convites à reflexão e à apreciação da vida, através da arte que une e transforma.



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