Enredos afro e muitos buracos: como foi a 2ª noite de desfiles do Especial

Abertura do Império de Casa Verde e sua conexão com a cultura afro-brasileira

A grande noite de desfiles teve início com a apresentação do Império de Casa Verde, que trouxe ao Anhembi o enredo “Império dos Balangandãs: Joias Negras Afro-Brasileiras”. A temática celebrou a rica herança cultural afro-brasileira, destacando a figura emblemática de Dona Fulô. A apresentação foi marcada pela segurança e criatividade, mostrando que a escola está disposta a lutar pelo título deste ano. No entanto, durante a passagem da Ala das Baianas, uma integrante da escola passou mal, exigindo a presença de bombeiros e assistência de alguns membros do público.

Águia de Ouro e os desafios em sua homenagem a Amsterdã

Na sequência, a Águia de Ouro fez uma bela homenagem à cidade de Amsterdã, capital dos Países Baixos. O desfile foi repleto de girassóis que enfeitavam não só os carros alegóricos, mas também as fantasias das baianas, criando um espetáculo visual vibrante. Entretanto, a escola enfrentou desafios significativos em sua evolução, com várias pausas ao longo do cortejo. Esses buracos na sequência do desfile podem resultar em penalidades que impactarão sua classificação final.

Mocidade Alegre: um tributo a Léa Garcia com um desfile impactante

A favorita para conquistar o título foi a Mocidade Alegre, que prestou uma emocionante homenagem à atriz Léa Garcia, falecida em 2023. O grande destaque do desfile foi o magnífico carro alegórico de Iemanjá, com 13 metros de altura e que utilizou 10 mil litros de água em sua apresentação. Apesar do impacto visual e emocionante, a escola também enfrentou dificuldades na evolução durante o desfile, apresentando buracos que podem comprometer sua pontuação na competição.

2ª noite de desfiles do Especial

Gaviões da Fiel: homenagem ao Brasil indígena e meio ambiente

A Gaviões da Fiel, quarta a desfilar, trouxe um enredo que ressaltou a importância do Brasil indígena e incluiu uma mensagem de proteção ao meio ambiente. O samba-enredo, muito aguardado, não utilizou a cor verde em suas fantasias e carros alegóricos, uma decisão temática que reflete uma tradição da escola ligada à torcida do Corinthians, que evita cores associadas à rival Palmeiras. A narrative do desfile foi marcada por um transe xamânico apresentado pela comissão de frente, que buscou alterar a percepção das pessoas durante a apresentação.

Estrela do Terceiro Milênio e o tributo a Paulo César Pinheiro

Logo depois, a Estrela do Terceiro Milênio fez um tributo ao cantor e letrista Paulo César Pinheiro. Com um desfile fluido e sem grandes problemas, a escola do Grajaú se posicionou bem na competição, mostrando-se capaz de lutar por uma vaga no Desfile das Campeãs. A apresentação transpôs a rica musicalidade brasileira, celebrando a contribuição de Pinheiro para a cultura nacional.



Problemas técnicos da Tom Maior e a lição aprendida

A Tom Maior apresentou um enredo sobre a vida e legado de Chico Xavier, iluminando Uberaba, sua cidade natal. Em seu retorno ao Grupo Especial, a escola enfrentou um desafio técnico quando os geradores falharam, levando à interrupção das luzes no segundo carro alegórico. Apesar de passar apagado pelo segundo módulo de julgamento, o carro foi reativado a tempo de ser visto pelos últimos jurados, mostrando perseverança na superação de dificuldades.

Camisa Verde e Branco: desfiles com contratempos e punições

Encerrando a noite, o Camisa Verde e Branco apresentou seu enredo “Abre Caminhos”. Apesar de ser um desfile muito aguardado, a escola enfrentou problemas ao longo da apresentação, especialmente na evolução. Quando já corria contra o tempo, o último carro alegórico colidiu com a grade lateral da pista, resultando em uma parada que criou um grande espaço entre ele e a ala à frente. Esse incidente não só causou descontos no quesito evolução, mas também resultou em um tempo excedente de 66 minutos, o que acarretará em uma pena de 0,3 pontos na apuração das notas.

Os impactos dos buracos nos desfiles na avaliação das escolas

Os buracos gerados durante as apresentações podem ter um peso significativo na avaliação das escolas de samba. Este aspecto é critério vital para a classificação, uma vez que qualquer interrupção no desfile pode resultar em penalidades severas. A necessidade de manter a fluidez é essencial para garantir uma pontuação alta, e cada escola precisa cuidar dessa linha, pois um deslize pode significar a diferença entre a vitória e o rebaixamento.

As melhores alegorias vistas na 2ª noite de desfiles

Dentre todos os desfiles, algumas das alegorias se destacaram pela grandiosidade e criatividade. O carro de Iemanjá da Mocidade Alegre, por exemplo, impressionou pela sua dimensão e uso inovador da água, criando um efeito visual inesquecível. As alegorias da Gaviões da Fiel, com uma narrativa forte sobre o Brasil indígena e o meio ambiente, também trouxeram um toque original e reflexivo ao desfile. As contribuições artísticas de cada escola foram fundamentais para o encanto do público e a avaliação dos jurados.

Expectativas para a apuração e repercussões do Carnaval 2026

A expectativa para a apuração das notas e definições das posições no Carnaval de 2026 está alta. As escolas de samba, cada uma com sua história e enredo único, aguardam ansiosamente o julgamento. O resultado poderá não apenas determinar as campeãs e rebaixadas, mas também repercutir em como cada agremiação se preparará para os próximos carnavais, considerando as lições aprendidas em suas apresentações mais recentes. O Carnaval, além de uma competição, é uma celebração da cultura, resiliência e arte brasileira, deixando para todos uma expectativa pelo que virá na próxima edição.



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